quarta-feira, 28 de maio de 2008

Será que vai existir algum enfermeiro a prestar cuidados de enfermagem!?


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Noticia do JN da edição de 27 de Maio de 2007


Farmácias fazem entregas ao domicílio



Três farmácias da zona da Boavista, Porto, iniciam em Junho um "serviço inovador em Portugal" que consiste na oferta de um conjunto de vantagens aos utentes, entre as quais a entrega gratuita de medicamentos ao domicílio. Em declarações à Lusa, o coordenador do projecto, João Correia da Silva, explicou que as farmácias Alves da Silva, Guarani e Costa Lima associaram-se, sob a designação "Farmácias da Boavista", com o objectivo de prestar aos utentes da cidade do Porto "um melhor serviço e um amplo conjunto de cuidados farmacêuticos".

Além da entrega gratuita de medicamentos ao domicílio e no local de trabalho, o projecto prevê o seguimento fármaco-terapêutico dos utentes, nomeadamente de diabéticos, apoio a lares de idosos e outras instituições, através do acompanhamento de um farmacêutico para a administração de unidoses, e a disponibilização de cuidados de enfermagem. Além dos lares de idosos, o projecto prevê também o acompanhamento de utentes nas cadeias, em instituições das misericórdias e noutras que solicitem este apoio. Para ter acesso a estes serviços, todos gratuitos, basta contactar uma das farmácias envolvidas no projecto.

As "Farmácias da Boavista" oferecem também um horário prolongado de abertura, distribuído por turnos pelas três farmácias. De segunda a sexta-feira funcionam das nove às 22 horas e aos sábados das nove às 20

Para divulgar este projecto realiza-se a 13 de Junho, junto à Casa da Música, um evento de promoção da saúde que inclui rastreios de colesterol, glicose e triglicerídeos, medição da tensão arterial e do perímetro abdominal, entre outros. Esta iniciativa conta com o apoio da Fundação Portuguesa de Cardiologia.



A minha curiosidade prende-se em quem é que vai prestar esses tais cuidados de enfermagem! A resposta parece óbvia, só pode ser um enfermeiro. Mas algo me diz que poderei estar enganado.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

1º Encontro da ADL

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A ADL, (Associação de Doentes com Leucemia e Linfoma), promove no dia 26 de Junho de 2008 o seu 1º Encontro. Para mais informações veja aqui.

Parabéns pela página e pela iniciativa! Contacto diariamente com pessoas que lutam estoicamente contra esta doença. Eles merecem!


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Hora de lutar

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"Neste momento a administração do CHLO (Centro Hospital de Lisboa Ocidental) que agrupa o Hospital de Santa Cruz, o Hospital Egas Moniz e o Hospital de S. Francisco Xavier, decidiu deixar de pagar as horas de qualidade como tem feito até agora, para passar a pagar segundo a lei do código de trabalho, isto é, em vez de sermos remunerados a 50% e 100% nas noites, fins de semana e feriados, somos apenas pagos a 25% a qualquer noite a partir das 22h até as 07h. E quando digo deixaram de nos pagar é apenas aos enfermeiros contratados, pois os enfermeiros da função publica continuam a ser pagos a 50% e a 100%.


Em termos práticos perdemos cerca de 150€ a 200€ por mês. Após reuniões com o sindicato o conselho de administração do CHLO decidiu atribuir um subsídio de turno de 71€ de "natureza provisória". *sem palavras* Produzimos o mesmo, trabalhamos as mesmas horas e recebemos menos?

Assim em poucas palavras quis expor lhe mais uma atrocidade! Esta medida já é aplicada em muitos outros locais. O grave disto, é que para além de promover a desigualdade de direitos entre os contratados e funcionários públicos, vem menosprezar o desgaste que nós enfermeiros estamos sujeitos ao trabalho por turnos, para além das complicações familiares que por vezes acarreta. Assim não vale a pena trabalhar por turnos.

Ninguém reconhece o nosso trabalho e o quão difícil é trabalhar à noite, Sábados, Domingos e feriados. O nosso ritmo circadiano fica todo alterado e nem monetariamente agora é recompensado esse desgaste.

Por favor façam chegar esta informação ao maior numero de enfermeiros possível e juntos vamos tentar lutar contra esta situação!!!!!

Muito obrigada!"

Assinar petição


A união faz a força, cabe-nos a nós Enfermeiros independentemente do local onde trabalhamos, lutar pelos nossos direitos. É que esta situação para além de se poder vir a estender a toda a nossa classe, pelo menos todos os colegas que possuem um CIT ou um vínculo ainda mais injusto, é um sinal inequívoco de que quem governa a saúde e o país pretende fazer com os enfermeiros. Nós possuímos formação superior, é inadmissível a discriminação e o desrespeito por que estamos a passar!

Não temos de lutar por nada que não seja justo, algo que é mais do que merecido, hoje em dia o enfermeiro é um profissional que possui um papel preponderante na qualidade dos cuidados de saúde prestados! Sem a nossa colaboração a saúde não funciona. Um abanão massivo é a única forma de alertarmos a população e todas as entidades responsáveis do descontentamento da nossa classe! Estou convicto que a maioria da população não se apercebe do quanto somos necessários e da qualificação que possuímos.

Nós não lidamos com objectos, lidamos com a vida das pessoas, esta responsabilidade tem de ser devidamente reconhecida!

De salientar que não pertenço a nenhuma organização sindicalista, pois acredito que pouco têm feito para nos defender. Acredito sim, que a situação se está a tornar insuportável e que temos muitos trunfos na manga para entrar nesta guerra!

Cumps







quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Milho para os "pardais"...



A questão das USF's não pode passar ao lado da nossa classe, pois o que a Ministra da Saúde propõe é inaceitável para a nossa profissão. É mais uma atrocidade que prevêem cometer contra os Enfermeiros. De acordo com Guadalupe Simões, dirigente sindical o cálculo de incentivos resulta, “em determinadas circunstâncias”, num “valor irrisório de 100 ou 80 euros por mês e de pouco mais de 900 euros anuais”.

Mas não é só esta questão que se levanta, mais importante do que os incentivos é o Projecto de Diploma relativo ao Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) que foi aprovado, na generalidade, a 20 de Dezembro, em reunião de Conselho de Ministros e que aguarda o inicio da discussão com o Ministério da Saúde.


Como Enfermeiro fico surpreendido com a inactividade da nossa classe! Com a formação que adquirimos e com a indubitável importância da nossa profissão na prestação de cuidados de saúde é inaceitável trabalhar nestas condições, temos o dever de lutar pelos nossos direitos. Esta questão da orgânica e remuneração das USF's, é tal e qual o que acontece no sector privado e em todas as instituições de saúde! A gestão da saúde nos moldes em que se encontra propicia uma má prestação de cuidados, pois no horizonte tem o fim lucrativo. Obviamente que a contenção de despesas com a saúde é necessária e racional, no entanto, esta contenção não pode inferir na qualidade dos cuidados prestados! Algo que a meu ver é susceptível de acontecer no sector público, e que sem dúvida acontece no sector privado! Neste sector até mais do que isso, o profissional Enfermeiro é desprovido de opinião, e apenas está ali para trabalhar! Obviamente que não podemos generalizar, pois a excepção faz a regra, no entanto hoje vejo atitudes de outros profissionais que são puros atentados ao respeito da nossa classe, até mesmo enquanto seres Humanos! Passando pelo desrespeito dos direitos da pessoa que requer cuidados de saúde, não médicos como tanto se apregoa!

Está na altura de em uníssono dizer basta e não deixar-mos que o Enfermeiro perca o papel que o caracteriza no "teatro da saúde", pois a saúde da nossa população também depende desse aspecto! A luta pelos nossos direitos não pode ficar entregue ao abandono.




segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

A Enf.ª Maria Augusta Sousa, Bastonária da OE visita o Hospital de São João

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Não podia deixar de assinalar a presença da nossa representante na Instituição onde trabalho! Uma boa iniciativa por parte da OE!
Fica a aqui a notícia publicada no site da nossa Ordem!

O Doente com Leucemia e o dia D, O dia do transplante

A medula óssea é um tecido de consistência mole que preenche o interior dos ossos longos e as cavidades esponjosas de ossos, como por exemplo os da bacia. É nesse tecido que existem células progenitoras, ou seja, com capacidade para se diferenciarem e dar origem a qualquer célula do sangue periférico. São as chamadas stem cell ou células progenitoras/estaminais, em Português. Estas células renovam-se frequentemente, mantendo um número relativamente constante.


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O transplante de medula óssea é um tratamento que tem como intenção substituir uma medula óssea doente, deficitária, por células saudáveis. O transplante pode ser classificado por autólogo, quando a medula ou as células precursoras de medula óssea provêm do próprio indivíduo transplantado (receptor), ou alo transplante, sendo a medula proveniente de um dador compatível, tendo esta de ser tão idêntica quanto possível no que respeita aos marcadores ou antigénios HLA (antigénios de leucócitos humanos).

Apesar de se falar de transplante de medula óssea, de facto o que se faz é uma reinfusão ou transfusão no doente de células progenitoras retiradas da medula do dador. Estas células saudáveis vão substituir as células doentes e são responsáveis pela formação de novas células saudáveis. Mas para que o transplante tenha sucesso, essas células devem ser o mais possível compatíveis com as células do doente.

Para o enfermeiro, este procedimento tem ser acompanhado por algumas medidas de prevenção e controlo de sintomas peri e pós transplante. É estritamente necessário que o utente esteja monitorizado, de maneira a ser facilmente despistada alguma reacção adversa ao próprio transplante. Acompanhado do apoio necessário caso seja preciso intervir! No entanto, o papel do enfermeiro não se finda por aqui. Cabe também ao enfermeiro preparar o utente para este tratamento, pois a pessoa que irá ser transplantada regra geral apresenta ansiedade e medos inerentes ao transplante! Não nos podemos esquecer que para o utente este é um passo importante para a sua liberdade, algo que pode devolver-lhe a sua vida! Nos dias que antecedem o transplante, é necessário que haja um acompanhamento mais de perto da pessoa a transplantar! Ouvir os medos, as expectativas e esclarecer as dúvidas deste utente é uma medida que não pode ser descurada.

O utente tem de ser visto no sentido holístico, não podemos descurar nenhuma das partes!






terça-feira, 22 de janeiro de 2008

O que andam a fazer os orgãos reguladores da profissão de Enfermagem

Há medida que os anos passam e fico mais desperto para as questões essenciais da classe de Enfermagem, que me deparo que estamos a regredir, a perder direitos, influência, e que em qualquer lado abre um vaga para Enfermagem! Dentro da saúde, qualquer profissão tende a fazer algo que compete única e exclusivamente ao Enfermeiro, pelos vistos agora é a Cooperativa dos Proprietários de Farmácia que tiveram a brilhante ideia de criar um curso designado por Gestos Básicos em Enfermagem, e nós (OE) ficamos impávidos e serenos a ver passar a banda! Não posso, nem compreendo este laxismo, o Enfermeiro é um profissional altamente qualificado, com uma formação académica superior, tem de ser respeitado, assim como os estatutos que regulam a nossa classe! Se os Senhores precisam de um profissional com essas habilitações, contratam um Enfermeiro! O mesmo acontece em muitos outros casos, e cabe a quem nos representa por termo a este desrespeito! Sra Enfermeira Maria Augusta de Sousa a classe que representa está a caminhar na direcção errada, estamos a descer degraus que outros lutaram bastante para atingir!
Hoje, já se ouvem ecos de colegas que trabalham por 2 ou 3 Euros por hora ou então gratuitamente, não condeno esses colegas, pois vêem-se com um canudo de uma licenciatura na mão que não lhes trás qualquer mais valia, condeno sim quem permite que tal aconteça, que se continuem a abrir escolas de enfermagem sem qualquer regulação, que continuem a existir inúmeras vagas para um curso que está à beira da ruptura! Hoje em dia o enfermeiro é apenas mais um, e se este não quer aceitar determinadas condições manda-se embora e vem outro... Não deve, nem pode ser assim, a Enfermagem tem de se impor, e estar à altura do seu saber e da responsabilidade social que lhe é exigida enquanto profissão!